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O que significa “abertura de lente” das câmeras dos smartphones?

Faz tempo que os telefones celulares deixaram de realizar somente ligações. As câmeras estão presentes nestes aparelhos há mais de dez anos e a evolução destes dispositivos é notável.

Todos os anos as fabricantes lançam novos smartphones com câmeras mais poderosas, com maior capacidade de resolução, modos diferentes de captura, etc. Mas o que, de fato, determina se uma câmera é boa ou não?

A Abertura de Lente

Um dos fatores preponderantes que interfere na qualidade das imagens capturadas é a “abertura de lente” da câmera. Você já deve ter visto por aqui que, quando noticiamos um novo smartphone e relacionamos as especificações, geralmente existe um “f” seguido de um número nos detalhes da câmera. Esse “f” é a indicação da abertura de lente.

Essa abertura é o canal por onde passa a luz pela lente. Funciona proporcionalmente ao tamanho, ou seja, quanto maior a abertura, mais luz.

Ah, então é só escolher um smartphone que tenha um número grande do lado do “f”, certo? Errado. Quanto maior o número indicado nas especificações, menor a abertura. Eu sei, é confuso.

Funciona mais ou menos desta forma.

Funciona mais ou menos desta forma.

A abertura influencia diretamente em algumas funções da câmera, como a velocidade de captura, por exemplo. Quanto menor a abertura, mais tempo leva até a câmera capturar luz o suficiente para registrar. Já em uma abertura mais ampla, a quantidade de luz é maior, fazendo com que a câmera não precise esperar para registrar a foto. Isso é um ponto importante para quem gosta de fazer capturas em movimento.

Câmera iPhone

O foco também é afetado pela abertura de lente. Quanto maior a abertura, menor a área de foco. Isso resulta em imagens com profundidade mais rasas, borrando levemente o fundo do que está no foco. Quanto menor a abertura, maior a profundidade e maior a área de foco. As imagens capturadas com essas lentes tendem a borrar completamente o que não está na sua área de foco.

Exemplo de abertura

Logicamente são muitos os fatores a serem levados em consideração para uma boa fotografia, mas a abertura da lente dos smartphones faz uma boa diferença. Combinada com o hardware ideal, é possível fazer fotos excelentes. Mas não se engane, as câmeras dos smartphones ainda estão longe de serem comparadas com câmeras profissionais e só servem para você registrar momentos cotidianos.

No próximo post explicaremos a diferença dos megapixels nas suas fotos.

Quem precisa de um Smartwatch?

apple-watch
A não ser que você seja um viciado em novidades tecnológicas, o inspetor bugiganga ou goste muito de gastar dinheiro, você não precisa de um smartwatch.

Eu não preciso. Pelo menos não ainda.

Febre nos últimos dias, os smartwatches têm abocanhado um espaço considerável na mídia. Faz alguns anos que vem se falando neles, porém a coisa só pegou apreço quando a Apple anunciou o seu modelo no ano passado.

Agora, próximo da chegada dele nas lojas, outras fabricantes estão correndo atrás do prejuízo e lançando suas versões de um relógio inteligente que você precisa carregar todos os dias para usar.

Smart o quê?

Moto 360

Moto 360

Em princípio, os smartwatches são como extensões dos smartphones. É possível ver o histórico de ligações, ler e enviar mensagens, acessar alguns poucos aplicativos, receber notificações (como se as do smartphone já não fossem suficientes), monitorar atividade física e, basicamente, saber a hora. Alguns permitem realizar chamadas telefônicas, também.

Mas será que vale a pena desembolsar uma grana preta para ter algo tão supérfluo? Meu smartphone já faz tudo isso, por quê eu iria querer mais uma tela conectada a ele para fazer essas coisas? E no meu pulso?

Bem, eu não sei os motivos que o levariam a isso, mas eu sei que eu ainda não preciso de um smartwatch. Não preciso porque ainda não há uma killing-feature que justifique a compra. Não sei se foi a minha idade, mas geralmente eu ficava ansioso por este tipo de lançamento.

Mas esta é a minha opinião. E você? Já se perguntou os motivos de você querer um smartwatch? Se ainda não, mas está louco para adquirir um, recomendo a leitura destes três textos. (Pode ir lá, eu espero.)

A ideia de parecer um agente secreto dos anos oitenta usando seu pulso para enviar e receber informações é bacana, eu concordo. A primeira vista, a sensação de se possuir um relógio desses parece ser atrativa, mas existem mais dúvidas do que certezas quanto ao produto.

Apple Watch

Apple Watch

A primeira dúvida é sobre a autonomia de bateria, tecla que eu não consigo parar de martelar. O moto 360 promete bateria para o dia inteiro, sendo necessário somente colocá-lo na base para carregar à noite. Já o Apple Watch, de acordo com experiências de uso relatadas, dura pouco mais de 12 horas, com uso continuo. Alguns usuários afirmam ter conseguido chegar ao final do dia com uma porcentagem considerável de carga, mas porque não usaram as funções do relógio compulsivamente.

Se eu tenho um aparelho que promete facilitar minha vida nas funções mais simples do meu smartphone, eu quero usá-lo continuamente, não importa para o quê. Se não, tudo o que eu tenho é mais um aparelho para me preocupar em poupar bateria.

Sobre as funções fitness, o monitoramento cardíaco dele não é tão preciso e não é possível fazer uma corrida somente com ele, pois o relógio precisa do smartphone por perto para usar o GPS. Eu ainda acho que carregar o smartphone em uma corrida é um pouco incômodo.

São poucos pontos positivos para muitos negativos em relação ao gadget e, como eu não posso controlar o seu dinheiro, cabe a você decidir se precisa ou não de um. Deixo apenas uma última dica: Antes de perguntar se você precisa de um smartwatch, pergunte-se para o quê você vai usar um e o que ele pode fazer por você. Aposto que com esses dois simples questionamentos você vai chegar à uma decisão sensata.

Eu? Como disse anteriormente, não preciso de um smartwatch, mas caso fosse comprar um, eu ia no Pebble (Talvez no Moto 360).

Ainda ficou interessado?

Separei alguns modelos para você dar uma olhada.

Boa sorte!

Tablet: Quem precisa de um?

Vivemos em um mundo onde a tecnologia avança a passos largos. Computadores lançados há quatro anos já são mais do que obsoletos, smartphones também. O ritmo é intenso, as novidades vêm em grandes quantidades e não é difícil ficar para trás nessa corrida tecnológica.

Hoje em dia fazemos coisas pelo celular que eram inimagináveis até alguns anos. Acessamos nossas contas bancárias, realizamos pagamentos, compras, nos comunicamos com os nossos amigos, etc. E uma das questões que mais ecoa por aí é: Quando que nos tornamos tão dependentes de nossos aparelhos eletrônicos?

A verdade é que somos, sim, muito dependentes dos nossos gadgets. Temos um telefone que não só faz ligações, um computador que não só serve para trabalhos da faculdade e um player que não só serve para ouvir músicas. Todos os nossos aparelhos possuem algumas funções a mais do que as que foram inicialmente destinadas a ele. Um exemplo disso é o iPod Touch, player da Apple que, além de tocar suas músicas e vídeos, acessa a internet e te dá a opção de instalar centenas de aplicativos disponíveis na AppStore.

Porém, nessa constante evolução dos aparelhos eletrônicos, temos um órfão de função: O tablet. Você sabe para o quê serve um? Óbvio que muitas pessoas já atribuíram dezenas de utilidades para os seus dispositivos, mas será que ele tem uma função principal? Um carro chefe? E a maior pergunta de todas: Eu preciso de um tablet?

Os Tablets

Tablet, em uma explicação simples, nada mais é do que uma prancheta com tela sensível a toque. Existem diversos tamanhos, capacidades e marcas. Eles se popularizaram em meados de 2010, quando a Apple anunciou o primeiro iPad. Sim, existiam tablets antes do iPad, até a Microsoft tentou emplacar um anos antes, mas sem sucesso.

A premissa inicial dos tablets era substituir os notebooks. Porém as limitações eram tantas que ninguém (ou quase ninguém) realmente substituiu seus portáteis, utilizando o tablet apenas como uma alternativa mais rápida para navegar e ler emails. Os trabalhos de edição de textos e coisas mais específicas continuaram a cargo dos computadores.

O tempo passou e os tablets ganharam uma fatia de mercado grande e, hoje em dia, são usados para ler livros, acessar a internet, editar textos, tirar fotos, ouvir músicas, ver vídeos e até jogar. São inúmeras as funções presentes nessa pequena prancheta.

Atualmente os tablets dividem mercado com dois principais sistemas: O iOS, presente nos iPads da Apple, e o Android do Google que, por ser um sistema livre, vem instalado em diversas marcas e modelos.

Quais são as vantagens de se ter um tablet?

  • Um tablet pesa bem menos que um notebook e ocupa menos espaço;
  • Você pode substituir aquela pilha de livros que carrega na mochila por um tablet, desde que os livros estejam disponíveis em formato digital;
  • Você pode criar e ver documentos de texto, planilhas, imagens e acessar a internet;
  • Você pode fazer anotações rápidas como lembretes, seja na aula ou no trabalho;

Quais são as desvantagens?

  • A edição de arquivos e digitação de textos ainda é desconfortável em um tablet;
  • Alguns tablets só conectam na internet via WiFi, ou seja, sem WiFi = Sem internet;
  • Muitos aplicativos bons não são gratuitos;
  • Você não pode instalar softwares convencionais que as vezes são requisitos do seu trabalho ou curso da faculdade;
  • Dependendo do tamanho da tela e a resolução, a leitura pode ser cansativa;

Eu preciso de um?

Se você desempenha atividades simples como ler emails, acessar as redes sociais, navegar na internet e jogar, um tablet seria uma boa pedida. Ele é muito mais confortável para transportar e manusear do que um notebook, por exemplo.

Mas se você desempenha atividades mais específicas, não é a hora de investir em um.